Luiz Paulo
Raphael Francisco
Marcus Vinicius
Em um mundo globalizado em que as margens de lucro, no setor primário, são cada vez menores, a profissionalização e a busca de novos padrões de qualidade por parte dos agricultores é uma necessidade premente. Portanto, a preocupação do produtor deve estar voltada não somente para com os processos produtivos, mas também com as ações gerenciais e administrativas de sua propriedade (EMBRAPA, 2012).
Considerando essa aumento da melhoria na partes gerenciais e administrativas, a agricultura de precisão entra como um melhor meio de gestão das propriedades, onde, segundo Roza, 2000 a agricultura de precisão é uma filosofia de gerenciamento agrícola que parte de informações exatas, precisas e se completa com decisões exatas. Agricultura de precisão, também chamada de AP, é uma maneira de gerir um campo produtivo metro a metro, levando em conta o fato de que cada pedaço da fazenda tem propriedades diferentes (ROZA,2000).
Série de fenómenos que se sucedem numa ordem determinada ou parte de um fenómeno periódico que se efetua durante certo espaço de tempo.Agricultura de Precisão: é uma abordagem de gerenciamento que leva em consideração a variabilidade espacial (e temporal) das lavouras e busca tirar proveito dessas desuniformidades sempre que elas forem relevantes (Molin 2003).
Segundo a John Deere a melhor resposta de onde que o ciclo da agricultura de precisão começa depende, pois o agricultor pode começar a “fazer agricultura de precisão” por onde se sentir mais confiante.O que importa é que o agricultor reconheça que a utilização destas técnicas esta fazendo algum tipo de beneficio, sendo o econômico o mais reconhecido ou ao aumento da qualidade do produto. A agricultura de precisão apresenta-se em forma de um ciclo, em virtude da ocorrência de uma serie de acontecimentos que se sucedem em uma ordem determinada, sendo possível separa-la em fases, sendo: Coleta de dados, o analise dos dados e interpretações e por ultimo intervenção ou aplicação a de insumos. No entanto, ambas as etapas ocorrem em todo o ciclo produtivo de uma cultura, pois para cada atividade necessita-se da efetivação destas.
Coleta de dados
Na coleta, os dados utilizados são georeferenciados , através do uso GNSS, sensoriamento remoto com a utilização de fotografias aéreas e imagens aéreas de satélites, mapas de produtividade gerados no momento da colheita, monitoramento da cultura, além da analise de solo. Na etapa de colheita dos mapas de produtividade, o processo é efetivado pelo registro do fluxo e umidade dos grãos, área colhida e produção por meio de um mecanismo sensor da colhedora (monitor de colheita) e ao mesmo tempo é registrado o posicionamento no campo. Atraves dessa informação é possível visualizar a variabilidade espacial de uma lavoura, sendo um indicativo de deficiências agronômico, muitas vezes de carência por um determinado fertilizante ou textura de solo. Além disso, fornecer outras informações importantes no gerenciamento da produção como altitude, velocidade de colheita etc...
O mapa de produtividade também é um indicativo de êxito ou fracasso das operações de gerenciamento, pois abrange todos os fatores que influenciaram o desenvolvimento da cultura, entre outros. Muitos autores consideram esta etapa como o primeiro passo do ciclo da agricultura de precisão.
Analise e Tomada de decisão
Os dados gerados na fase de coleta necessitam sofre um tratamento, de forma que as decisões futuras possam ser tomadas de forma exata, sendo processados através do emprego de programas computacionais SIGs (sistema de informação geográficas) ou analises em programas comumente usados no dia como Excel. Sendo assim os dados pós-processamento podem ser utilizados para interpretações futuras. Sempre trabalhar em conjunto com agrônomo responsável pela elaboração da recomendações agronômicas.
Intervenção ou aplicação de insumos
A partir do momento em que as informações foram analisadas e as decisões tomadas, entra a fase de intervenção desenvolvida nas etapas de plantio, adubação, pulverização, cultivo e colheita com a utilização da maquinas agrícolas que possam através do uso de tecnologias de posicionamento geográficos, aplicarem que forma precisa as recomendações agronômicas geradas na analise e processamento dos dados. A seguir alguns dos principais ciclos da agricultura de precisão encontrados.
Conclusão
A agricultura de precisão oferece grandes benefícios para o usuários do sistema, permitindo decisões mais embasadas e rápidas. Uma maior capacidade e flexibilidade para a distribuição dos insumos localizados e no tempo em que são necessários, minimizando os custos de produção. Redução do grave problema do risco da atividade agrícola permite um maior controle da situação, melhoramento do rendimento da cultura, conservação do solo e redução da degradação ambiental pelo menor uso de defensivos e fertilizantes.
Com tudo a agricultura de precisão vem possibilitando o aumento da precisão na aquisição de doas e analises do mesmo, sendo as perspectivas positivas conforme se forem mais bem compreendidos e mapeados os fatores que influenciam na variabilidade das áreas agrícolas, possibilitando uma agricultura sustentável.
Bibliografia
EMBRAPA. Tecnologia em mecanização no Brasil: Equipamentos e sistemas para o futuro. In: SEMINÁRIO TEMÁTICO PARA PROSPECÇÃO DE DEMANDAS EM PESQUISA E DESENVOLVIMENTO EM MECANIZAÇÃO AGRÍCOLA NO BRASIL, 1997, Sete Lagoas-MG. Disponível na Internet. http://wwwbases.cnptia.embrapa.br/cria/gip/gipap/seminario.doc em 15 Out. 1999.
ROZA, D. Novidade no campo: Geotecnologias renovam a agricultura. Revista InfoGEO, n 11 - jan/fev, 2000. Disponível na Internet. http://www.infogeo.com.br/revista/materia_11.htm em 21 Mai. 2000.
ROZA, D. Novidade no campo: Geotecnologias renovam a agricultura. Revista InfoGEO, n 11 - jan/fev, 2000. Disponível na Internet. http://www.infogeo.com.br/revista/materia_11.htm em 21 Mai. 2000.
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